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terça-feira, 25 de outubro de 2011

Satélites do GPS europeu foram lançados com sucesso na Guiana Francesa

Os dois satélites IOV, do sistema europeu de GPS, foram lançados com sucesso esta manhã em Kourou, na Guiana Francesa e já foram colocados em órbita.
O lançamento do foguetão russo Soiuz aconteceu hoje às 11h31 (hora de Lisboa), pela primeira vez na Guiana Francesa; os foguetões russos Soiuz são, normalmente, lançados do Norte da Rússia, em Plesetsk, e do cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão.
Os dois satélites - IOV1 e IOV2 (In-Orbit Validation, IOV), cada um com cerca de 700 quilos - fizeram uma viagem de cerca de 3h44m, quando foram finalmente colocados em órbita, a 23.222 quilómetros de altitude.
Cerca de dois minutos depois do lançamento, separaram-se os quatro propulsores do foguetão; oito minutos depois foi a vez da separação da parte superior, chamada "Fregat", onde se encontram os dois satélites. Este módulo accionou os seus próprios motores e levou os IOV até à órbita prevista.
“Este lançamento representa muito para a Europa: pusemos em órbita os dois satélites do Galileu, um sistema que vai colocar o nosso continentes como um jogador mundial no domínio estratégico das navegações de satélite, um domínio que tem enormes perspectivas económicas”, disse Jean-Jacques Dordain, director-geral da Agência Espacial Europeia.

Este lançamento é considerado um passo crucial para o sistema Galileu, projecto que pode significar o fim da dependência europeia do GPS, o equivalente norte-americano. De acordo com a ESA (agência espacial europeia), outros dois satélites deverão ser lançados para o próximo ano.

Os quatro satélites serão o núcleo operacional deste sistema de posicionamento geográfico que, quando estiver concluído, contará com um total de 30 satélites. Este projecto permitirá às "empresas e aos cidadãos o acesso directo a um sinal de navegação por satélite produzido pela Europa", salienta hoje a Comissão Europeia em comunicado. A partir de 2014, o Galileu poderá ajudar a "uma navegação automóvel mais precisa, uma gestão mais eficaz dos transportes rodoviários, melhores serviços de busca e salvamento, transacções bancárias mais seguras e um abastecimento mais fiável de energia eléctrica", acrescenta, a título de exemplo.
Segundo um comunicado da Arianespace, os foguetões Soiuz já realizaram 1770 missões em outras duas bases: no Cosmódromo de Baikonur (Cazaquistão) e no Cosmódromo de Plesetsk, na Rússia.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Missão da ESA com participação portuguesa

A Agência Espacial Europeia (ESA) lança o satélite SMOS, a 2 de Novembro, que foi desenhado especialmente para avaliar a hidratação dos solos e medir a salinidade dos oceanos. Uma empresa portuguesa participa nesta importante missão. O lançador russo Rockot deverá partir do cosmódromo de Plesetsk à 1:50 (hora de Portugal).


O SMOS, a missão da água, é o primeiro satélite desenhado para mapear a salinidade à superfície do mar e monitorizar a hidratação do solo numa escala global, contribuindo assim para a compreensão do ciclo da água na Terra. O Proba-2 fazer demonstrações em órbita de 17 tecnologias avançadas, no âmbito da observação solar.

Há seis anos que a empresa portuguesa, Deimos Engenharia, trabalha no projecto da ESA, sendo responsável pelo conceito, implementação teste e validação do Protótipo do Processador de Dados de Nível 1 (L1PP – Level 1 Processor Prototype).
O processamento de Nível 1 é responsável por receber os dados em bruto do satélite, calibrar as medições, reconstruir as imagens obtidas e projectá-las no globo terrestre. A empresa participou ainda no simulador de dados para a missão e nos algoritmos de reconstrução de imagem para o Processador Operacional e o Processador em Tempo Real.
Ficará também a seu cargo o tratamento de dados do satélite durante os primeiros seis meses da missão, altura em que quer o instrumento quer os modos de reconstrução da imagem estarão a ser testados. Para esta tarefa, a empresa destacou três dos seus engenheiros para o ESAC (European Space Astronomy Centre), em Villafranca, (Madrid).
O lançamento será transmitido em directo, com imagens de qualidade, a partir das salas de controlo de missão no CNES/Toulouse, em França, de Plesetsk e ainda da estação de terra da ESA, Redu, na Bélgica.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Portugueses em missão de observação da Terra

Lusa


Engenheiros portugueses contribuem para numa nova missão espacial europeia de exploração da Terra, com um processador de dados crucial num satélite de recolha de indicadores de alterações climáticas a lançar no princípio de Novembro.
Esta "Missão da Água" da Agência Espacial Europeia (ESA), orçada em 315 milhões de euros, irá produzir observações globais da hidratação do solo em toda a massa terrestre e da salinidade dos oceanos, com aplicações práticas em áreas como a meteorologia, agricultura, pescas, marinha e gestão dos recursos de água.
Os dados a recolher pelo SMOS (acrónimo em inglês para Humidade do Solo e Salinidade Marinha) servirão para definir modelos físicos do comportamento do clima a nível planetário, a partir dos quais será possível extrair indicações sobre as correntes oceânicas, a desertificação, o degelo das calotas polares ou a previsão de fenómenos meteorológicos extremos.
O satélite - com lançamento previsto para 02 de Novembro na base militar russa de Plessetsk, perto de Moscovo - fornecerá mapas globais da hidratação do solo pelo menos a cada três dias e mapas da salinidade a cada 30 dias, o que levará a uma melhor compreensão do ciclo da água, nomeadamente dos processos de troca entre a superfície da Terra e a atmosfera.
O envolvimento de engenheiros portugueses no projecto começou em 2003, depois de um consórcio formado pela Deimos Engenharia e a Critical Software ter ganho um concurso europeu para o desenvolvimento do processador de dados de um aparelho produzido pela EADS CASA Espacio, em Espanha.
"Foi necessário criar todo um algoritmo bastante complexo para interpretar fisicamente os dados recolhidos pelo satélite", disse à Lusa o director da Deimos Engenharia, Nuno Ávila.
O objectivo do processador de dados "é pegar nas medições em bruto recolhidas pelo satélite, que consistem em sinais de rádio na frequência das micro-ondas emitidos pela superfície terrestre, e relacioná-las de forma muito específica para determinar em permanência a salinidade do mar e a humidade da terra", explicou.
Nas primeiras fases do contrato, que já vai em cerca de três milhões de euros, a Deimos Engenharia teve como parceira outra empresa portuguesa, a Critical Software, sendo que o INETI teve também uma pequena participação inicial.
Este projecto, segundo Nuno Ávila, é um dos "ex libris" da Deimos Engenharia por se tratar de "todo um sistema" e não apenas de uma parte. É que a empresa - criada em 2002 e que tem na ESA o seu principal cliente, embora já tenha vendido software à NASA - faz geralmente subsistemas.
"Neste caso, há um princípio, um meio e um fim", afirmou. "Todos os dados do SMOS passam pelo nosso processador".
Uma equipa de três engenheiros aeroespaciais e físicos da empresa estará no Centro de Controlo da ESA (ESAC) em Villafranca del Castilho, perto de Madrid, a receber os primeiros dados do satélite e a fazer, juntamente com outras equipas da ESA, a validação e afinação do algoritmo.
O satélite, cujo lançamento está marcado para as 01:50 (hora de Lisboa) de 02 de Novembro, ficará numa órbita polar, a 757 quilómetros de altitude.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

UE e Coreia do Sul acordam cooperação espacial

A Agência Espacial Europeia (ESA) irá cooperar com a Coreia do Sul nas áreas de prospecção espacial e observação terrestre, anunciou hoje Jean-Jacques Dordain, director-geral da agência espacial da União Europeia.

«A cooperação estará centrada no uso das estações terrestres para o acompanhamento dos lançamentos europeus da partir da Guiana Francesa e a troca de dados obtidos de satélites orbitais», revelou o chefe da ESA no Congresso Internacional de Astronáutica, realizado na Coreia do Sul.
Esta é a primeira vez que há um acordo similar com um país asiático. Este permitirá o acompanhamento do lançamento do foguete europeu Ariane a partir da Coreia do Sul.Até ao momento, os centros não europeus que seguem a trajectória do Ariane localizam-se no Peru e África do Sul.
Segundo o director-geral da ESA, será benéfico para ambas as partes a pesquisa de desastres naturais e a partilha de dados obtidos de satélites de observação nos campos das alterações climáticas.



A Coreia do Sul tem em órbita um satélite de observação de alta-resolução e planeia lançar muitos mais nos próximos anos. Já a ESA tem previsto três lançamentos para o próximo ano.



Na 60ª edição do Congresso Internacional de Astronáutica, que termina sexta-feira na cidade sul-coreana de Daejon, a 164 quilómetros de Seul, os participantes concordam com a importância de monitorizar as alterações da atmosfera e do clima resultantes do aquecimento global.

Hubble capta colisão de galáxias


Durante o choque formam-se novas estrelas


Mais uma imagem magnífica que nos chega do Espaço: a 250 milhões de anos-luz da Terra duas galáxias em espiral, semelhantes à Via Láctea, colidiram. Deste choque resultou a nova galáxia NGC 2623 ou Arp 243.

A imagem foi capturada pelo telescópio espacial Hubble, um projecto conjunto da NASA e da Agência Espacial Europeia.
Os estudos revelam que quando as galáxias se aproximam uma da outra, a grande quantidade de gás libertado por cada uma é puxado para o centro da outra, até se fundirem numa única galáxia.
Na imagem capturada pelo Hubble pode ver-se o último estádio deste processo, onde os dois centros se vão tornar em apenas um núcleo.
Durante a colisão, a troca de massa e gases provoca a formação de estrelas, o que se pode ver nas caudas das galáxias em choque.