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terça-feira, 4 de outubro de 2011

asteróides em rota de colisão

http://aeiou.expresso.pt/981-asteroides-de-grande-dimensao-ameacam-a-terra=f677995

Afinal, os asteróides entre 100 e 1.000 metros de diâmetro que rondam o planeta não são 35.000, como era suposto, mas sim apenas cerca de 20.000. O risco de colisão também é mais pequeno do que era estimado até agora. O problema é que 981 (pensava-se que fossem 1000) são de grandes dimensões e podem, de facto, chegar a ameaçar a Terra.




As novas observações desses corpos celestes - que orbitam a uma distância máxima do sol de 195 milhões de quilómetros e se aproximam da órbita terrestre - foram feitas pelo satélite Wise, da NASA, que observou mais de 100.000 asteróides na cintura entre Marte e Júpiter, 585 dos quais estão próximos da Terra.
Os resultados do estudo dirigidos pelo cientista Amy Maizer, investigador da NASA, foram publicados no "Astrophysical Journal".

NASA localizou 90% dos 981 asteróides de grande dimensão

"Este programa permite-nos fazer uma mostra mais completa da quantidade de asteróides que rondam a Terra e estimar da forma mais precisa possível a sua população total", enfatizou Amy Mainzer.



A NASA, em colaboração com outros organismos, localizou mais de 90% dos 981 asteróides de grande tamanho. Ou seja, 911.



O estudo permite concluir que o risco de colisão com a Terra é inferior ao que se pensava. No entanto, a maior parte desses asteróides, ou seja, cerca de 15.000, está ainda por descobrir. O que significa que são necessários mais estudos para avaliar o risco que representam.



Recorde-se que os dinossauros foram extintos há milhões de ano devido - a teoria mais corrente - à colisão de um asteróide de mais de 10 quilómetros de diâmetro com a Terra. Acredita-se que muitos dos 981 asteróides que rondam o planeta terão dimensão semelhante.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

NASA e ESA unidas para descobrir Marte



Marte é a próxima grande missão espacial, por isso, as agências norte-americana e europeia assinaram um acordo para partilharem experiência, responsabilidades e financiamento.

As agências espaciais norte-americana e europeia vão juntar esforços para a "conquista" de Marte. NASA e ESA assinaram uma "carta de intenções", em Washington (EUA), que dá luz verde aos cientistas e engenheiros das duas agências para colaborarem no planeamento das missões ao "planeta vermelho".
O arranque desta união será dado com uma órbita, dirigida pelos europeus, em 2016. Seguem-se veículos de exploração da superfície em 2018. No mesmo ano talvez haja uma rede de sondas a aterrar no planeta. O objectivo é trazer rochas e amostras de solo para os laboratórios terrestres. O documento foi assinado pelos responsáveis pelas agências, o administrador da NASA Charles Bolden e o director-geral da ESA Jean-Jacques Dordain.
A Meji - Mars Joint Exploration Initiative (Iniciativa Conjunta de Exploração de Marte) - esteve sob discussão durante vários meses para se definir os objectivos da missão e divisão da responsabilidade e financiamento. Os EUA e a Europa compreenderam que podem alcançar mais na missão ao "planeta vermelho" se combinarem as suas experiências e conhecimentos. Além disso, com os dois programas a sofrerem pressões financeiras, a aliança pode viabilizar que se continuem a planear missões a cada dois anos.
Os membros da ESA dizem que já gastaram 850 mil euros para esta aventura em direcção a Marte. Será necessário aumentar esse valor até aos mil milhões de euros para financiar o programa Meji. A existência deste financiamento extra, providenciado pelos países Europeus, terá de ser estabelecido numa reunião do conselho da agência a meio de Dezembro.
"O importante é que os Estados membros aprovem as ideias. Não espero qualquer tipo de choques", disse David Southwood, director da ESA para a ciência e robótica.

terça-feira, 31 de março de 2009

Seis isolam-se em simulador de voo espacial

Durante 105 dias de experiência serão estudados os efeitos físicos e psicológicos de futura viagem até Marte
00h30m
EDUARDA FERREIRA
A simulação de condições vividas numa viagem até ao planeta vermelho vai agora ser feita por meia dúzia de homens, isolados durante mais de três meses. Mas esta é só a antecâmara de outra experiência, essa com 520 dias de duração.
As agências espaciais russa e europeia estão já a fazer a contagem decrescente para uma missão assente na Terra, mas com os parâmetros de uma viagem espacial. Marte é o "destino".
Hoje, seis homens dão entrada numa cápsula e só sairão dela 105 dias depois. Ao longo desses mais de três meses, os participantes na experiência ficarão fisicamente isolados do exterior e serão sujeitos a circunstâncias que, em princípio, replicam as de uma viagem até ao planeta vermelho. Mas esta é apenas uma primeira experiência. Para o final do corrente ano está prevista uma "viagem" similar, só que com cerca de 500 dias de duração.
Os seleccionados para a missão são quatro russos, um alemão e um francês, estes dois últimos por parte da Agência Espacial Europeia (ESA). Eles têm especializações muito diversas, desde a medicina à psicologia desportiva, passando pela pilotagem e pela engenharia mecânica. Dois dos russos são cosmonautas.
O prolongado teste conta com um significativo grau de protagonismo da Roscosmos, a agência espacial russa, e tem a participação da Academia Russa de Ciências. A faceta prática da análise de comportamentos psicológicos e somáticos será supervisionada pelo Instituto Russo de Problemas Biomédicos.
Os desafios colocados pressupõem uma semelhança com os que um astronauta se poderá defrontar numa longa viagem espacial. Até haverá situações de emergência simuladas. A capacidade de resposta de cada indivíduo e da equipa será testada também por um outro factor: o som demorará cerca de 20 minutos a percorrer a distância Terra-Marte e vice-versa.
Esta missão simulada, com a designação Marte500, não dá muita liberdade de movimentos aos participantes. Nos 200 metros quadrados de área (ver texto em baixo) haverá uma pequena parcela que reproduz a superfície do planeta vermelho, que permitirá algum exercício.
Mas se o objectivo é o de observar e analisar os efeitos de um confinamento prolongado de meia dúzia de indivíduos, a cápsula não engana: todos os participantes sabem que vão ser filmados de todos os ângulos como se estivessem a sujeitar-se ao escrutínio público de um programa de televisão do tipo "Big Brother". A experiência de 105 dias fornecerá muitas pistas indicativas dos comportamentos que serão levados a situações mais extremas na experiência subsequente, com 520 dias de permanência na cápsula.
O estudo de Marte, tal como o de Vénus, é um dos grandes desígnios da Agência Espacial Europeia, que os explora em missões próprias ou em parceria. A Rússia, a Índia e o Japão têm sido alguns dos aliados, a par da Agência Espacial Norte-Americana, a NASA.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

As duas luas de Marte



Fobos é uma das duas luas de Marte e tem um diâmetro equatorial de 26 km. É a maior e a mais próxima lua de Marte. Fobos foi descoberto, faz hoje 130 anos, por Asaph Hall em 18 de Agosto de 1877, justamente 6 dias após a descoberta do seu parceiro Deimos. Fobos é, em todo o Sistema Solar, o satélite que orbita mais próximo do planeta-mãe: menos de seis mil quilómetros acima da superfície marciana. Encontra-se, por isso, abaixo da órbita síncrona para Marte. Por esse motivo, a sua órbita vai descendo a um ritmo de 1,8 m por século. Assim, dentro de 50 milhões de anos, pode ocorrer uma de duas coisas: ou Fobos se despenha sobre Marte ou, o que é mais provável, antes que isso aconteça as forças gravitacionais destruirão o satélite criando um anel à volta de Marte. Os astrónomos supõem que o satélite era provavelmente um asteróide que foi capturado pela força de gravidade do planeta. A outra lua, Deimos, e também algumas luas de Neptuno, acredita-se também que eram asteróides que foram capturados.
Fonte: Wikipédia.